A polícia realizou, nesta quinta-feira (19), a reconstituição do homicídio de Cássio Amaral e de Hugo Centurião Enciso, ocorrido em Caarapó. O fato teve lugar na madrugada de 1º de março, no bairro Capitão Vigário.

Segundo apurações, o crime teria sido provocado por uma discussão; por esse motivo, três pessoas estão detidas: pai e filho — Antônio Marques da Silva e Antônio Lucas Bispo — e Alex Santos.

A reconstrução dos fatos foi efetuada no próprio local do crime, isto é, na residência e na via em que Alex vivia, Rua Américo Vespúcio, nº 188. Além dos acusados, participaram do procedimento seus advogados.

ENTREVISTA DELEGADO


Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ciro Jales, à reportagem:   que colocar todos os envolvidos na cena do crime, de forma consentida — logicamente instruídos por advogado a não prestar informações caso não queiram — e fazêlos posicionarse nas três versões, apontando a localização exata de cada um, é o que permite avançar na determinação dos demais elementos da investigação.

Para ele  basicamente, quando há divergência entre depoimentos e interrogatórios, a legislação prevê que o delegado pode requisitar essa reprodução simulada para verificar como ocorreu o fato em apuração.

“O inquérito policial já está em fase final, visando identificar o autor do crime, e estamos na etapa de conclusão, aguardando os laudos periciais. Já progredimos bastante na investigação, mas é preciso confrontar essa última fase de confrontação com o conjunto probatório que já existe: há depoimentos, testemunhas, imagens e laudos dos policiais que atenderam a cena — esses perícias têm especial relevância por serem dados científicos, difíceis de contestar, como a trajetória do projétil, a posição do atirador, a forma como os cadáveres foram encontrados e os vestígios de sangue. Tudo isso será cotejado com as versões apresentadas pelos envolvidos para, enfim, dirimir a divergência sobre quem assumirá a autoria do crime, “disse.

O delegado comentou ainda, para prisão dos  envolvidos, em que a manunteção da liberdade mantiver livre contato com testemunhas e isso representar risco à ordem pública ou à instrução, foi o que resultou  em determinar se a prisão dos três, por meio de representação e com autorização judicial; “ao final do inquérito, caso sejam remetidos ao Ministério Público, este e o Poder Judiciário decidirão quem permanecerá preso — um, dois ou os três”.

” Como comentei, o inquérito está em fase de encerramento: por se tratar, em tese, de homicídio qualificado, crime hediondo, temos prazo de 30 dias para finalizálo. Como o caso foi registrado no dia primeiro, já estamos no período final e aguardamos o laudo da reprodução simulada dos fatos, que será elaborado com base nas constatações que já possuímos”, pontuou o chefe do SIG ( Setor de Investigações Gerais).

Ao finalizar  Drº Ciro destacou que aguarda a análise dos celulares, cuja importância reside no conteúdo posterior trocado por mensagens e mídias eventualmente apagadas; a perícia tenta recuperar essas informações, incluindo extrair dados de nuvem, de modo que mensagens ou vídeos apagados e relevantes para o caso possam ser restaurados. “A recuperação desses elementos do aparelho acrescentará substância à investigação e ajudará a esclarecer os pontos em conflito”, finalizou.

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