Na tarde de domingo, dia 16, por volta das 18h, indígenas da Aldeia Indígena Pirajuí, (Nova Esperança), decidiram entrar em contato com a Polícia Militar de Paranhos após uma mulher de 22 anos relatar que vinha sendo ameaçada pelo marido, de 21 anos.
A situação se agravou, pois o homem mantinha sua companheira em cárcere privado e a agredia queimando-a com bitucas de cigarro repetidamente.
Cansada das ameaças, a vítima resolveu enfrentar o agressor, que reagiu com violência, ferindo-a ainda mais.
Ela contou que o autor a impedia de sair de casa durante vários dias, especialmente quando retornava da colheita de maçãs.
Além disso, ele a ameaçava de morte caso descobrisse que ela havia se relacionado com outra pessoa.
No domingo, as ameaças se intensificaram e ele a queimou novamente com as pontas do cigarro.
A mulher já havia tentado se separar do parceiro, mas ele sempre voltava para a aldeia decidido a persegui-la.
O relacionamento do casal dura cerca de um ano e, ao longo desse tempo, o autor mostrou-se cada vez mais agressivo.
Ao se comunicar com o Capitão Máximo Velasques, ele informou aos policiais que havia instruído o infrator a se retirar da aldeia por não ser indígena.
Diante desses acontecimentos, a equipe da PM transportou os dois envolvidos para o hospital municipal, onde foi realizado um exame de ECD que confirmou as agressões que a vítima havia sofrido.
Posteriormente, eles se dirigiram à delegacia de Polícia Civil de Paranhos para os trâmites necessários.





