11 de outubro de 2026
HomeDestaqueJuíza que impediu aborto de criança estuprada deixa o caso em Santa...

Juíza que impediu aborto de criança estuprada deixa o caso em Santa Catarina

Relacionados

Caarapó terá mutirão para emissão da Carteira de Identidade Nacional

A Assistência Social de Caarapó, em parceria com a...

Obras de infraestrutura da saúde avançam em Caarapó

As obras de infraestrutura da saúde em Caarapó seguem...

Prefeitura finaliza patrolamento da estrada entre Campinho e Cristalina

A Prefeitura de Caarapó está finalizando o patrolamento da...

A juíza Joana Ribeiro Zimmer, que impediu que uma criança de 11 anos vítima de abuso sexual realizasse um aborto em Santa Catarina, deixou o caso. O órgão especial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina apresentou o convite para uma promoção “por merecimento” à magistrada na última quarta-feira, 15, e a mesma aceitou o convite. Com isso, agora Zimmer irá atuar no município de Brusque – cidade localizada à 106 quilômetros de Florianópolis – no cargo de juiz de Direito da Vara Comercial. Com isso, o juiz José Adilson Bittencourt Junior assume o processo. Na última segunda-feira, 20, o portal The Intercept Brasil revelou o caso de uma garota de 11 anos que foi estuprada e teve um pedido de interrupção de gravidez negado pelo Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago – ligado à Universidade Federal de Santa Catarina. A instituição alegou não realizar o procedimento pois a criança estava com uma gestação de 22 semanas. A juíza Joana Ribeiro Zimmer se posicionou de maneira favorável à continuidade da gravidez na criança e a encaminhou a um abrigo para que ela não efetue “algum procedimento para operar a morte do bebê”. Durante audiência, Zimmer questionou se a menina não “suportaria ficar mais um pouquinho” com a gestação para que o feto tivesse maiores chances de sobrevivência.

Posicionamento da juíza

Em nota, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina alegou que Joana Ribeiro Zimmer não irá se manifestar sobre as falas e questionamentos realizados na audiência do caso, “que foram vazados de forma criminosa”. “Não só por se tratar de um caso que tramita em segredo de Justiça, mas, sobretudo, para garantir a devida proteção integral à criança”, alega o documento. O órgão ressalta ainda que “seria de extrema importância que esse caso continue a ser tratado pela instância adequada, ou seja, pela Justiça, com toda a responsabilidade e ética que a situação requer e com a devida proteção a todos os seus direitos e garantias constitucionais”.

FONTE: JPNews

Últimas Notinias

spot_img