30 de junho de 2026
HomeDestaqueAssembleia aprova Lei para barrar danças em escolas de Mato Grosso do...

Assembleia aprova Lei para barrar danças em escolas de Mato Grosso do Sul

Relacionados

Bodoquena guarda a maior cachoeira do estado com 156 metros de queda livre

Pouca gente sabe que a queda d’água mais alta...

Serra da Bodoquena recebe quatro torres para monitorar focos de incêndio

Quatro torres de monitoramento de focos de incêndio estão...

Antonio Vaz reafirma o comprimisso com Caarapó

O município de Caarapó segue colhendo resultados da parceria...

Flávio Augusto debate segurança em patinetes elétricos e destaca papel dos pais

Preocupado com o aumento do número de patinetes elétricos,...
spot_img

O Projeto de Lei proposto pelo deputado Renan Contar ou Capitão Contar (PSL) incluiu a dança do ventre na categoria de danças impróprias em âmbito escolar e, classificou como erotização infantil. O projeto foi discutido nesta quinta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

A norma foi aprovada em segunda votação, por 16 votos contra 3, e segue para sanção do Governador. O projeto proíbe que escolas públicas e privadas do Estado utilizem de coreografias que exponham as crianças e adolescentes à erotização precoce e atos “pornográficos”, em apresentações de danças, eventos e manifestações culturais, dentro e fora das instituições de ensino.

De acordo com a proposta, é considerado pornográfico ou obsceno, coreografias que aludam a prática de relação sexual ou de ato libidinoso.

A professora de dança do ventre, Hana Aysha, que ensina há 20 anos a prática cultural, relata que a  Lei é um ato de censura velada e deixará a dança à mercê de interpretações erradas. “Se passarem pelo crivo dos diretores ou de qualquer um que não gostar, poderá denunciar como erotização de criança, o que é um crime.”, pontua.

Para a docente, além de impedir a expressão cultural, a Lei pode colaborar com justificativas que “legitimam” o argumento de abusadores sexuais, sobre o uso de determinadas vestimentas como motivação para abusos. “Ela é uma lei que abre precedentes dos mais variados para prejudicar nossas crianças em todas as frentes”, ressalta a professora.

De acordo com Hana, o texto sofreu algumas emendas que transferiram a responsabilidade do julgamento para os coordenadores das escolas “colocaram um artigo que diz: qualquer um pode denunciar a dança como erotizadora. O autor do projeto de lei, Contar, disse que existe grande diferença entre liberdade e libertinagem.”, expõe a docente

A professora questiona como a norma será publicada nas escolas. “Eu particularmente não concordo com nenhuma forma de censura ao meu trabalho como professora ou ao trabalho de nenhum professor. Somos responsáveis.”, termina.

Conforme a justificativa do projeto de Lei. As escolas têm papel fundamental no combate aos estímulos e à erotização infantil. Ainda segundo o texto, os professores e equipe pedagógica terão papel fundamental na implementação das ações de discussão, prevenção e orientação, relacionado ao assunto, e poderão inclusive envolver as famílias.

O Correio do Estado tentou entrar em contato com o deputado Capitão Contar, mas até o momento não obteve resposta.

Últimas Notinias

spot_img