30 de abril de 2026
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Auditores-fiscais alertam para caos em aduana de Mundo Novo; escoamento de grãos pode atrasar

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Pressão dos servidores é por regulamentação de produtividade, previsão de concurso público e revisão orçamentária

Com a pressão de servidores públicos de alto escalão pela melhoria de condições de carreira, o Brasil pode enfrentar em poucos dias uma situação caótica na fronteira com o Paraguai, na região de Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul.

Isso porque, com a intensificação do escoamento da safra de soja, o fluxo de caminhões deve aumentar entre os dois países. O momento coincide com o momento em que os auditores-fiscais ameaçam paralisação das atividades.

De acordo com nota do Sindicato dos Auditores-fiscais de Mato Grosso do Sul (Sindifisco-MS), os trabalhos na região já sofrem impactos da operação-padrão da classe. Anderson Burili comentou com os representantes da Receita que, mesmo sem uma grande movimentação, atualmente a alfândega de Mundo Novo já registra a formação de filas.

Caso haja restrição na passagem de cargas pela hidrovia do rio Paraná, devido à vazão controlada da hidrelétrica de Itaipu, os auditores fiscais alertam para uma demanda enorme de caminhões e carretas nos postos de fronteira com o Paraguai.

O tema foi assunto de uma reunião com o titular da Alfândega da Receita Federal, ocorrida na última quinta-feira (27). Os auditores ainda disseram que a situação é a mesma em vários postos espalhados pelo Brasil.

A classe reivindica regulamentação do bônus por produtividade, acordado desde 2016, maior contingente de servidores, último concurso público feito foi em 2014, e reclama do corte orçamentário feito para 2022, retirando mais da metade do disposto para o ano.

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