O uso de tecnologia no combate a incêndios já começa a mudar a realidade de áreas ambientais em Mato Grosso do Sul, com monitoramento mais rápido e preciso em unidades de conservação do Cerrado, como o Parque Nacional da Serra da Bodoquena.

Entre as iniciativas, está a instalação de uma torre com câmeras de alta resolução que passou a operar em maio na região sudoeste do estado, equipada com algoritmos capazes de identificar sinais iniciais de fumaça quase em tempo real, o que permite alertar rapidamente as equipes responsáveis pelo combate ao fogo.

O sistema envia notificações imediatas aos brigadistas, o que reduz o tempo de resposta em comparação a modelos baseados apenas em imagens de satélite, que podem apresentar atraso na detecção. A estrutura foi posicionada em um ponto estratégico do parque e já alcança cerca de 90% da área monitorada, que tem aproximadamente 76 mil hectares.

Além do uso de tecnologia, o projeto também inclui a formação de brigadas comunitárias, capacitação para uso dos equipamentos e ações de educação ambiental, ampliando a atuação local no enfrentamento aos incêndios.

As ações fazem parte do Programa Copaíbas, que atua nos biomas Amazônia e Cerrado com foco na redução do desmatamento, fortalecimento de unidades de conservação e apoio a populações tradicionais e indígenas. A iniciativa é gerida pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e financiada pela Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas.

Segundo a gerente do programa, Paula Ceotto, desde 2022 também houve investimento na aquisição de equipamentos e itens de proteção para as unidades. “O Copaíbas apoia atividades de planejamento, capacitação e implementação de ações de Manejo Integrado do Fogo (MIF), inclusive por meio de uma chamada iniciada em 2025, que destinou R$ 5 milhões a projetos em Unidades de Conservação e seus entornos”, finaliza.

 

FONTE A CRITICA

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