9 de fevereiro de 2026
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Caarapo: Mulher que matou marido para ficar com herança de 1 milhão passará por audiência

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Eva Aparecida Gomes, 57 anos, foi denunciada e passa por audiências de instrução e julgamento, um ano após matar o próprio marido, Milton Pereira de Lima, 66 anos, em Caarapó, cidade a 273 km de Campo Grande.

Eva responde por homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima

Uma nova audiência está agendada para o dia 24 de outubro.

O crime aconteceu na noite do dia 1° de outubro do ano passado, na Avenida Duque de Caxias na Vila Planalto.

Segundo a denúncia, Eva matou o marido para antecipar seu direito ao patrimônio. A suspeita afirmou ainda que chegou a avaliar os bens do falecido em R$ 1 milhão.

Assassinato e plano

No dia do crime, ela surpreendeu a vítima durante a noite em frente à residência do casal e efetuou um disparo no ouvido direito.

Segundo a denúncia, ela ainda ‘inovou artificiosamente o estado de lugar e de coisa, com o fim de produzir efeito em processo penal, ainda que não iniciado, com o fim de induzir a erro o juiz ou perito’.

Depois de matar Milton, para impedir a apreensão da arma, evitando a análise de impressão digital, ela pegou a arma e repassou para a sobrinha da vítima, que mora em um sítio em Juti, pedindo que levasse com ela. Segundo relato à sobrinha, ela disse que os policiais tinham achado a ‘carteira de porte’ e que a arma era relíquia que a vítima tinha deixado para a filha.

A mulher então levou para Juti, em seguida a filha foi até a cidade e buscou a arma, levando para o Paraná. A arma foi localizada em Terra Roxa (PR) após denúncia anônima. Ela foi encontrada jogada em um terreno baldio.

Logo após o assassinato, a polícia foi acionada porque vizinhos escutaram barulho de tiro e ao sair viram Milton caído. Ele foi socorrido pelos bombeiros. Depois, Eva apareceu e confirmou aos policiais que ouviu os disparos, mas ninguém viu quem efetuou. Não foi localizado cápsula e nenhum outro objeto no local.

Ela contou que estava com o marido na frente da casa, mas entrou para tomar banho e quando estava terminando de se secar e vestir escutou o disparo, assim, encontrou o marido sangrando.

Durante diligências, a polícia coletou imagens de câmeras de segurança que mostrariam possível entrada e saída de suspeitos, mas foi constatado que ninguém passou pelo local próximo do disparo.

Em depoimento, primeiro disse que o marido não tinha arma em casa, depois completou dizendo que já teve, meses atrás, mas que havia trocado em pneus.

Uma denúncia anônima afirmou à polícia que tinha certeza de que a arma estava em um sítio em Juti. Dessa forma, os policiais foram até o local. Os moradores, sendo uma a sobrinha de Milton, confirmaram que estiveram com a arma, mas que a filha da vítima havia levado.

A mulher disse que não entendeu porque Eva lhe deu a arma para levar até sua propriedade em Juti, mas concordou porque disse que era um pedido do falecido.

Dois dias depois, Eva, conversando com familiares, disse que tinha olhado os bens do marido e que estariam avaliados em R$ 1 milhão.

Familiares contaram à polícia que Eva havia se separado do marido havia três anos e após sete meses voltou a morar com ele. A mulher ainda havia confirmado para uma familiar que suspeitava que era traída, mas Milton teria negado.

Nova audiência de instrução e julgamento está agendada para o dia 24 de outubro. Só após as audiências é que o juiz decidirá se Eva vai ou não a julgamento.

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