25 de maio de 2026
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Canhoneiros do MS não aderem greve

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Mesmo com apelo do presidente da República, caminhoneiros seguem com o início da greve neste dia primeiro. O movimento é formado por trabalhadores autônomos que reivindicam a redução dos PIS/Cofins, por exemplo. Em Mato Grosso do Sul ainda não houve movimentação e entidades locais se posicionam contrárias à greve, defendendo que este não é o momento.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas (Sindicargas-MS) informou que a greve se trata de um movimento autônomo e que não tem informações sobre a paralisação.

No sábado (30), o presidente Jair Bolsonaro disse que pressionou a Petrobras, mas que a situação é difícil. “Eu fui em cima da Petrobras, para pegar números, porque eu não interfiro na Petrobras. O Roberto Castello Branco me disse que o preço dos combustíveis varia com o dólar. Por mim, baixava o preço do dólar, mas está difícil”, disse o presidente.

Assim, o Bolsonaro apelou aos caminhoneiros para que desistissem do movimento e disse que o governo está se empenhando para atender aos pedidos da categoria.

Bolsonaro disse ainda que todo o país perde se isso acontecer. “Fiz apelo aos caminhoneiros. Sabemos dos problemas deles. Se tivesse condições, zeraria PIS/Cofins óleo diesel, que está em R$ 0,33, mas vamos tentar zerar pelo menos, mas não é fácil”.

Ao Broadcast o presidente do Conselho Nacional dos Transportadores Rodoviários de Cargas (CNTRC), Plínio Dias, disse que a duração do movimento é indeterminada e que 22 estados participam do conselho.

“Quem teria a culpa do desabastecimento do País se o movimento se prolongar por 3, 4, 5 dias, como foi na época do presidente Michel Temer, quando durou 11 dias, não são os caminhoneiros, é quem é responsável pela pasta. Se o presidente chamar para conversar no primeiro dia e resolver, todo mundo volta a trabalhar no dia seguinte. Até agora não teve diálogo com Conselho Nacional ou com a categoria”, afirma o presidente.

O presidente do CNTRC também disse que a categoria não irá bloquear as estradas, deixando faixas livres. “Vamos fazer a manifestação dentro da lei. Temos o direito de conscientizar a categoria. Somos um País democrático e está na Constituição o direito de fazer manifestação livre”, finaliza.

A Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul informou que as vias do Estado não sofreram nenhuma interrupção e que o trânsito está 100% livre no momento da publicação da reportagem, mas em outros estados a greve já começou. O movimento nacional informou à reportagem que ainda não houve retorno da liderança do Estado sobre o início da greve por trabalhadores sul-mato-grossenses.

Ontem (31) entidades sul-mato-grossenses reforçaram serem contrárias ao movimento defendendo que este não é o momento adequado, mesmo havendo sim o que reivindicar.

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