A prefeita de Caarapó, Maria Lurdes Portugal (PL), se posicionou publicamente para rebater uma declaração do ex-prefeito André Nezzi, que afirmou em um programa de rádio que ele apresenta, que “material didático não serve para nada”. A manifestação ocorreu durante entrevista concedida ao Alô Mídia Cast, podcast do Grupo Alô Mídia, na noite de terça-feira (13).

Inicialmente convidada para esclarecer temas relacionados à saúde pública e aos repasses ao Hospital Beneficente São Mateus, a prefeita decidiu abordar a fala do ex-gestor após a repercussão negativa gerada por comentários feitos por ele em um programa de críticas transmitido por uma rádio comunitária local. Segundo Lurdes, a declaração extrapola o campo político e atinge diretamente a educação municipal e milhares de famílias do município.
Durante a entrevista, a prefeita destacou que minimizar a importância do material didático desconsidera a realidade socioeconômica de grande parte da população. Ela ressaltou que muitas famílias enfrentam dificuldades para adquirir itens básicos como cadernos, lápis, livros e outros materiais essenciais, especialmente no início do ano letivo, período marcado por aumento das despesas domésticas.
Lurdes Portugal lembrou que a atual administração realizou a aquisição de material didático para todos os alunos da rede municipal de ensino, com entrega assegurada já no primeiro dia de aula, previsto para 11 de fevereiro. De acordo com a gestora, a iniciativa busca garantir igualdade de condições entre os estudantes e evitar situações de constrangimento ou prejuízo pedagógico por falta de recursos básicos.
A prefeita enfatizou que o acesso ao material escolar faz parte do direito à educação e é um elemento indispensável para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. Para ela, assegurar esses instrumentos é uma forma concreta de promover inclusão social e fortalecer a formação cidadã desde os primeiros anos escolares.
O impacto financeiro da compra de material escolar, especialmente para famílias de baixa renda, também foi destacado. Nesses casos, a dificuldade não está relacionada à escolha de marcas ou modelos, mas à possibilidade real de adquirir o mínimo necessário para que a criança acompanhe as atividades em sala de aula. Ao assumir esse papel, o poder público contribui para reduzir desigualdades e garantir a continuidade do aprendizado.
A fala do ex-prefeito André Nezzi gerou críticas por ser interpretada como um desconhecimento da dinâmica da educação pública e por desconsiderar o papel do material didático como ferramenta pedagógica fundamental, reconhecida por educadores e especialistas.
Ao se posicionar sobre o tema, Lurdes Portugal reafirmou o compromisso de sua gestão com uma educação pública responsável, sensível à realidade das famílias e orientada pela garantia de direitos básicos. O episódio evidencia diferenças de visão administrativa e reacende o debate sobre o papel do poder público na promoção de políticas educacionais inclusivas e eficazes.
FONTE PORTAL DA CIDADE





