22 de abril de 2026
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Em Caarapó, assessor de deputado insinua falta de independência do Ministério Público em programa de rádio

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Declaração feita ao vivo por André Nezzi, ex-prefeito de Caarapó e assessor parlamentar, gerou repercussão e críticas nos bastidores políticos da cidade

CAARAPÓ — Uma declaração feita ao vivo pelo ex-prefeito de Caarapó (MS), André Nezzi, atual assessor do deputado federal Dagoberto Nogueira Filho (PSDB), provocou reações nos bastidores políticos do município e levantou questionamentos sobre a atuação do Ministério Público Estadual (MPMS). Durante o programa “Papo com Notícia”, transmitido pela rádio comunitária Caarapó FM, Nezzi insinuou que o órgão deixou de atuar com independência ao supostamente desestimular uma denúncia formal sobre um concurso público municipal.

O comentário ocorreu após uma ouvinte relatar, de forma anônima, que procurou o MP para denunciar possíveis irregularidades no concurso para o cargo de Agente de Desenvolvimento Infantil (ADI). Segundo ela, o Ministério Público teria orientado a não ingressar com ação judicial, alegando que os aprovados seriam convocados — o que de fato ocorreu semanas depois, conforme divulgado pelo site da Prefeitura de Caarapó.

“Não entendi isso aí, do Ministério Público falar pra não entrar com a ação, ué, porque a prefeitura vai chamar… então estão assim os órgãos independentes? O Ministério Público sempre foi tão firme nessas questões de concursos”, declarou Nezzi, em tom crítico.

A fala gerou repercussão imediata, sobretudo por ter como alvo uma instituição que, por lei, deve atuar com independência funcional e autonomia administrativa. Embora não tenha apresentado provas ou mencionado nomes de promotores, a insinuação foi suficiente para causar desconforto entre lideranças locais.

Nos últimos meses, o programa apresentado por Nezzi ao lado da ex-servidora pública Chrisciane Cabral tem sido utilizado com frequência como espaço para críticas à atual gestão municipal e a políticos da região. A menção direta ao Ministério Público, no entanto, marcou um novo patamar de embates.

Procurado pela reportagem, o Ministério Público Estadual não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações ou esclarecimentos.

 

Fonte Alo Caarapo

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