10 de agosto de 2022
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PM que matou família disse em áudio que não aceitaria divórcio

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O assassinato da própria família, além de dois pedestres aleatórios, foi premeditado pelo policial militar Fabiano Junior Garcia, que se suicidou após a chacina. A informação é do Comandante-Geral da Polícia Militar do Paraná (PM-PR), Coronel Hudson Leôncio Teixeira, que afirma que o crime foi motivado porque Fabiano não teria aceitado o fim do relacionamento com a esposa. Entenda o caso no final da reportagem.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o assassino enviou um áudio em que explicava os crimes. A gravação circula em grupos do WhatsApp, e seu conteúdo foi confirmado pela PM-PR, ainda que não seja possível identificar o momento em que a mensagem foi gravada, principalmente se foi antes ou depois dos assassinatos.

– Família, me desculpa, me desculpa, me desculpa, mas eu não ia conseguir viver sem a Kassiele. Me desculpa. Ela já não estava mais suportando muito o jeito que eu lidava com ela, não estava mais suportando se eu ia dar atenção pra ela ou não. E ela deixou a entender que ela não fazia questão de continuar comigo. Então, se é assim, como eu me dediquei toda a minha vida pra ela e eu dediquei de todo coração mesmo, eu desisti de pensar em qualquer outra pessoa, de pensar em pular a cerca ou qualquer coisa, pra poder dar atenção, dar valor pra ela, eu entrei em um momento de depressão, entrei nesse maldito desse jogo, a maior válvula de escape para a depressão e me distanciei dela – diz o criminoso, que continua o desabafo.

– E ela se acostumou com isso. E daí agora ela disse que tanto faz, então se pra ela tanto faz, ela não quis mais ficar comigo, ela falou que possivelmente ia separar, não iria ficar comigo do jeito que eu sou, que eu sou com as coisas do meu jeito e tal, então se é assim, eu já estava querendo fazer isso mesmo, porque eu já não consigo conviver com a situação da minha mãe lá com o problema lá, eu vivo financeiramente f* — completou Fabiano.

O áudio foi enviado para o grupo da família no WhatsApp, conforme contou ao jornal O Globo a irmã de Kassiele. Em outro arquivo, divulgado pelo portal de notícias CGN, é possível escutar ainda o policial militar dizendo que agiu daquela forma para “não deixar peso para ninguém”.

O comandante-geral disse que está sendo aberto inquérito policial militar para apurar os fatos. De acordo com os relatos sobre como Fabiano se portou no dia anterior, Teixeira contou que ele trabalhou normalmente na quinta-feira. O PM deixou o serviço por volta das 19h e, às 23h, ligou para o cunhado. Até cerca de meia-noite, cometeu os crimes.

– O policial militar que prestava serviços no 19º Batalhão em Toledo não tinha histórico que pudesse indicar problemas psicológicos e atuava como motorista do Coordenador do Policiamento da Unidade. Desde dezembro de 2020, a região conta com o apoio do programa PRUMOS, que disponibiliza atendimento psicológico e social aos militares e dependentes, com profissionais contratados para atuar nas Organizações Policiais Militares – afirmou a PM em comunicado.

A família de Kassiele informou que o velório dela, de Miguel e Kamili será realizado na cidade de São Pedro do Iguaçu. Os corpos têm previsão de chegada após 15h. O dos demais familiares será na cidade de Toledo.

ENTENDA O CASO
O caso aconteceu entre a noite desta quinta (14) e madrugada desta sexta-feira (15), nas cidades de Toledo e Céu Azul, no Paraná. O PM matou a tiros seus dois filhos, Kamili e Miguel, a enteada, Amanda, e a mulher, Kassiele Moreira. Segundo o portal local CGN, citando informações do boletim de ocorrência, as outras vítimas são: a mãe e o irmão do PM, além de dois pedestres que passavam pelo local naquele momento, sem parentesco com ele. Por fim, Fabiano cometeu suicídio.

O PM primeiro matou a tiros Kassiele e Amanda, dentro da casa onde moravam, em Toledo. Depois ele foi para a casa da mãe, Irene Garcia, onde a matou a facadas e, com arma de fogo, matou o irmão Claudiomiro. Nas proximidades do imóvel, matou dois pedestres: Kaio Felipe Siqueira da Silva, de 17 anos, e Luiz Carlos Becker.

Em seguida, foi para a cidade de Céu Azul, onde os outros dois filhos, Miguel e Kamili, estavam na casa de tios e os matou a tiros. O próximo passo foi voltar para casa onde morava com a mulher, mas não chegou a sair do carro, pois cometeu suicídio.

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